Monday, February 16, 2009

As últimas páginas do meu diário


Estava ano convés a escrever as últimas folhas amarelas e deterioradas do meu diário. O convés era frio e o vento fazia um zumbido entre as frinchas da madeira. Na parte de fora da nau os marinheiros de pois de tanto tempo a navegar estavam com doenças como por exemplo o escorbuto, desidratação… Eu e os marinheiros estávamos ansiosos por estar com os pés em terra. O tempo estava com algumas nuvens no céu e o mar estava brando. A nau estava em mas condições pois no cabo das tormentas o barco não se afundou por um pouco. Um dos marinheiros que estava na gávea com olhos atentos observou bem lá no horizonte uma ilha e disse:

-Terra a Vista.

 Vasco da gama que estava na proa ficou todo feliz por ter conseguido realizar a seu desejo começou a rezar a deus. Continuando a viagem em frente, o horizonte ia-se focando cada vez mais e já se via as árvores e o relevo. Depois os marinheiros já estavam a inclinar-se mais na ideia que aquilo era Calecut. Os marinheiros estavam cada vez mais contentes por chegarem vivos a terra. Quando já se via tudo ao pormenor os marinheiros ficaram espantados com o clima e o tipo de floresta. Quando estavam a desembarcar do barco a água estava um pouco fria e por isso tiveram que ir com a lancha que estava com a nau. Quando eles puseram os pés em terra sentiram que estavam em Lisboa mas algo não estava certo. Calecut devia estar habitado mas não encontraram ninguém. Quando estavam a dormir apareceu uma tribo onde levaram Vasco da Gama. Os marinheiros quando acordaram viram que não estava lá Vasco da Gama e ficaram todos preocupados pois viram que não desaparecia num momento para o outro. Numa manha fresca todos tiveram que ir a procurar Vasco da gama e encontram mas o problema e que estava entre uma tribo. Os marinheiros estavam todos preocupados tiveram que inventar um plano. Eles de noite foram resgatar Vasco da Gama a onde estava a tribo. Os marinheiros de bicos de pés foram e conseguiram trazer salvo Vasco da Gama onde estava dois guardas a dormir. Eles continuaram a sua viagem e chegaram a cidade onde foram ter com o rei. O rei apercebeu-se que eles eram portugueses porque tinham a bandeira de Portugal. Os marinheiros foram recebidos de braços abertos pelo Rei e seu povo e também reparou o seu navio e ofereceu-lhes  especiarias como por exemplo malagueta, canela…

 

Posted by João Costa at 20:55:50 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, February 10, 2009

“Método de representação em que uma pessoa, uma ideia abstracta ou um determinado facto nos aparece como aquilo que realmente é e também como alguma coisa diferente. A alegoria pode definir-se como uma metáfora desenvolvida: o termo aplica-se com frequência a uma obra de ficção em que o autor pretende que as suas personagens e respectivas acções sejam entendidas em termos diferentes aqueles que à primeira vista aparentam e significam. Esse sentido mais amplo e profundo envolve conceitos morais ou espirituais  de maior significado do que a narrativa em si própria contém”.

Harry Shaw, Dicionário de Termos Literários, D. Quixote, Lisboa, 1978

Ou por outras palavras, por alegoria deve entender-se a representação, através de figuração   concreta, de ideias, conceitos ou princípios morais, filosóficos ou religiosos.

Posted by João Costa at 21:01:35 | Permalink | No Comments »